Usando lençóis como tela, o artista beninense Roméo Mivekannin recria obras consagradas mundialmente, principalmente das coleções do famoso Museu do Louvre, em Paris, com um novo olhar e novos personagens. Nas releituras, as pessoas brancas que protagonizam as obras originais perdem espaço para autorretratos de Mivekannin, um homem negro.

A exposição O Avesso do Tempo, que entre dezembro de 2024 e junho de 2025, ocupou o Museu Louvre Lens – unidade localizada em Lens, cidade no norte da França, chega ao Brasil no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, de agosto a novembro, como parte da Temporada França-Brasil.

Nas obras do artista, as substituições evidenciam questões como: Quem está pintando? Quem está sendo pintado? Quem está presente nas obras e quem está ausente nelas? Na releitura da Balsa da Medusa, de Théodore Géricault, de 1819, por exemplo, é ele que aparece ocupando alguns dos rostos daqueles que sobreviveram ao naufrágio Fragata de Medusa, no qual o quadro foi inspirado. “Ele se insere para reescrever a história, para propor a sua narrativa. Ele também nos interpela para nos fazer entrar nessa história para, quem sabe, reescrever as nossas narrativas e questionar os sistemas de dominação atuais”, explica a gerente de atividades educacionais do museu, Evelyne Reboul, que acompanhou a Agência Brasil em visita guiada pela exposição no Louvre Lens.

A íntegra das informações está disponível no site da Agência Brasil.

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