Durante a 58ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a Secretaria do Audiovisual (SAV) participou da mesa redonda Preservação Audiovisual em Rede: Descentralização e Defesa do Patrimônio Audiovisual Brasileiro, realizada na segunda-feira (15), às 10h, no Cine Brasília.
A mesa contou com a participação de Jéssyca Paulino, coordenadora geral de políticas para preservação audiovisual da SAV; Márcia Zarur, representante do Acervo Vladimir Carvalho; e Lila Foster, do Arquivo Público do DF; com mediação de Débora Butruce, vice-presidenta da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA).
Durante o debate, Jéssyca apresentou o programa de preservação do audiovisual brasileiro, resultado de uma ampla escuta social. O objetivo é proteger obras e acervos audiovisuais pertencentes ao conjunto de bens culturais que possam ser reconhecidos como patrimônio audiovisual brasileiro, fortalecendo a Rede Nacional de Arquivos Audiovisuais e promovendo o inventário de bens culturais audiovisuais.
O programa conta com uma coordenação conjunta entre diferentes instituições, que permitirá comunicação e interação contínua, garantindo que as decisões sejam tomadas de forma colaborativa e representativa de todas as regiões do país. A SAV atua como secretaria executiva no Conselho Consultivo de Memória, Patrimônio e Preservação Audiovisual, responsável por aprovar planos, programas e projetos dentro da rede.
Entre as ações do programa das redes regionais estão os encontros temáticos, as primeiras edições tiveram como tema “meteorologia aplicada aos documentos audiovisuais” e “preservação digital”. A última edição teve mais de 270 inscrições e a imersão na Cinemateca Brasileira, que permitirá às instituições da rede enviar seus servidores para participação de ações de formação em áreas técnicas.
Sobre a iniciativa, Jéssyca Paulino afirmou: “é a primeira vez que conseguimos estruturar um programa de preservação do audiovisual com essa dimensão e participação de tantas instituições. A rede permitirá que as políticas sejam efetivamente descentralizadas e representem todo o país”.
Para Márcia Zarur, “é muito bom saber que o MinC está fazendo esse esforço de salvaguarda de informação”. Lila Foster acrescentou: “É um momento muito auspicioso com a rede. É a primeira vez que temos uma diretoria de preservação. Vamos sentir os efeitos disso”.
As informações são do site do Ministério da Cultura.




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