O espetáculo “Idade é um sentimento” volta a Porto Alegre, desta vez para única apresentação no Teatro Simões Lopes Neto neste sábado (25/4), às 20h, a convite do selo Multipalco de Grandes Espetáculos RS. A peça coloca no palco a atriz Gabriela Munhoz refletindo sobre a prazerosa e melancólica vulnerabilidade da vida e a nossa incapacidade de controlá-la, em atuação ao lado da cantora, compositora e performer Paola Kirst, responsável pela trilha sonora e intervenções cênicas ao vivo durante a peça. Por trás das cortinas, ainda conta com a direção geral de Camila Bauer e direção de movimento da coreógrafa Carlota Albuquerque.
A narrativa costura o texto premiado e enaltecido pela crítica de “Age is a feeling”, da atriz e autora canadense radicada em Londres Haley McGee. Há cenas que são fixas e outras que são selecionadas pela plateia. Ou seja: a cada apresentação, quem vai ao teatro pode optar por ver uma peça diferente e as intérpretes precisam estar preparadas para encenar todos os momentos das dores, desafios, enfrentamentos e celebrações da vida dessa mulher ao longo de sua vida. “Do ponto de vista da atuação, isso é um enorme desafio, porque é preciso dar conta de ensaiar cenas que podem não ser apresentadas e não há como prever uma sequência dramática do espetáculo”, destaca a diretora Camila.
No texto, a autora frisa que “ninguém pode saber tudo sobre a própria vida, nem mesmo você”, e opta por não contar tudo da vida da personagem. Com esse emaranhado de cenas fixas e selecionadas, o espetáculo propõe reflexões sobre as infinitas possibilidades de fazer escolhas e modificar rumos enquanto estamos vivos.
A cenografia e os vídeos de Elcio Rossini projetados durante a apresentação, assim como o desenho de luz de Ricardo Vivian, destacam os poucos elementos que estão no palco. Há cadeiras e microfones com pedestais divididos pelas duas artistas, além de três instrumentos sonoros utilizados por Paola para fazer a trilha sonora ao vivo: uma bateria, pedais de efeitos e um ukulele. A compositora criou as sonoridades do espetáculo a partir de palavras do texto original. “Comecei com fragmentos de trechos que foram se transformando em pequenos temas a partir dos sons vocais, sempre buscando que fosse algo orgânico, costurado ao texto, e trazendo algumas pequenas surpresas. Com o tempo, o som acabou se transformando quase que em um terceiro personagem”, explica Paola.
A íntegra das informações está disponível no site da Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.



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