A Fundação Ecarta promove na quarta-feira (22), às 14h30, a roda de conversa “Céu, pássaro, jiboia: Cantos do cipó transpostos em imagem”, com o cacique e mestre dos cantos do povo Huni Kuin, Ibã Sales. O encontro propõe uma aproximação com a tradição da etnia amazônica por meio da trajetória do Coletivo Mahku, movimento artístico reconhecido nacional e internacionalmente por transformar em pinturas os cantos sagrados de seu povo.

Acompanhado do filho, Tuyn Kaya, Ibã Sales — txana (mestre dos cantos) e cacique geral da Terra Indígena do Rio Jordão, no Acre — compartilhará histórias, cantos e imagens que fazem parte da produção artística do Mahku. Durante a atividade, o público poderá conhecer obras que já integraram exposições em importantes instituições de arte no Brasil e no exterior.

Criado como uma forma de resistência cultural, o Mahku (Movimento dos Artistas Huni Kuin) atua na preservação e na difusão dos conhecimentos ancestrais presentes nas narrativas e nos Huni Meká, os cantos que conduzem os rituais com ayahuasca do povo Huni Kuin. Além da valorização da cultura indígena, o Coletivo utiliza a comercialização de suas obras para financiar a compra de terras e fortalecer a autonomia e a subsistência das comunidades na floresta.

O processo de tradução dos cantos para a linguagem da pintura teve início a partir da pesquisa desenvolvida por Ibã Sales no Laboratório de Imagem e Som da Universidade Federal do Acre (UFAC Floresta). O trabalho ganhou projeção após a publicação do livro “Nixi Pae: o espírito da floresta” (2006) e de exposições como “O espírito da floresta — desenhando os cantos do nixi pae” (2011) e “Histoires de Voir” (2012).

A conversa será mediada por Eduardo Marasca, professor da rede municipal de Porto Alegre, que há cerca de seis anos pesquisa as medicinas da floresta no contexto das culturas indígenas. Marasca também atua como parceiro do povo Huni Kuin em projetos voltados ao fortalecimento das aldeias e à promoção de atividades relacionadas à tradição da etnia.

A participação é aberta ao público e funciona por meio de contribuição espontânea via Pix. A organização sugere o valor de R$ 10 na modalidade social e de R$ 25 para apoiadores, que concorrerão ao sorteio de uma camiseta exclusiva com arte do Coletivo Mahku. Os recursos arrecadados serão destinados à realização de atividades formativas e de valorização da cultura Huni Kuin.

Céu, pássaro, jiboia: Cantos do cipó transpostos em imagem – diálogo com txana Ibã Sales
Quando: 22 de julho de 2026 (quarta-feira), às 14h30
Onde: Fundação Ecarta (Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre)
Ingresso: contribuição espontânea via Pix. Sugestão: R$ 10 (social) ou R$ 25 (apoiador, com participação em sorteio de camiseta do coletivo Mahku).

As informações são do site Sul21.

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