Escrito por Victor Di Marco e Márcio Picoli, o longa London recebeu o prêmio Queer Lion da 83ª edição do Festival de Veneza. Gravado em Porto Alegre pelas produtoras Proa & Popa e Balde de Tinta, o filme estreou na Semana da Crítica da mostra.
Na trama, o diretor e roteirista Victor Di Marco interpreta London, um jovem com deficiência que trabalha fazendo performances eróticas em uma casa de fetiches. No entanto, tudo muda quando descobre a origem e o destino de sua deficiência através de um exame médico. Com a decisão de guiar sua vida pelo diagnóstico ou pelos seus sonhos, o protagonista se vê diante de um mundo míope e distorcido enquanto reinventa forças para se libertar e descobrir quem realmente é.
Com uma realização atravessada por inúmeros desafios, como a enchente histórica de 2024, às vésperas das filmagens, os diretores destacam que ter chegado ao festival é, sobretudo, uma conquista coletiva de quem acreditou no potencial da produção. “Nós sempre estivemos aqui, e não queremos mais pedir licença”, diz Victor.
Com uma história ousada e vibrante, a Sociedade Internacional de Cinéfilos descreve London como um primeiro longa-metragem inteligente e bem sucedido, enquanto o portal argentino Micropsia enaltece o fato de que “o filme aborda minorias sem a condescendência do olhar de quem vem de fora”.
Victor Di Marco despontou em sua carreira ganhando prêmios de Melhor Ator no Festival de Cinema de Gramado (2022, 2024), sendo o primeiro ator com deficiência a receber esse prêmio. Atuou também, na série Sob Pressão da Globoplay e lançou o livro Capacitismo: o Mito da Capacidade (Editora Letramento).
Diretor, roteirista e produtor, Márcio Picoli dirigiu os curtas O Que Pode um Corpo?, Possa Poder, Rasgão e Zagêro, premiados em diversos festivais. Também foi duas vezes indicado ao Prêmio Grande Otelo e duas vezes vencedor do prêmio Canal Brasil de curtas.
As informações são do site Matinal.



Deixe uma resposta
Want to join the discussion?Feel free to contribute!