O espetáculo Día de Yerra – Um Certo Édipo investiga as relações entre identidade gaúcha, tradicionalismo, desejo e masculinidades. Idealizado, escrito, dirigido e protagonizado por Jöão Monteiro, a montagem combina pesquisa psicanalítica e reflexões sobre questões de gênero e orientação sexual.

A estreia acontece nos dias 3 e 4 de outubro, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel, e segue para o Teatro Carlos Carvalho nos dias 8 e 9 de outubro, às 20h, e para o Teatro Glênio Peres, nos dias 29 e 30 de outubro, às 20h – todas as sessões são gratuitas.

Criado a partir do retorno de Monteiro ao Rio Grande do Sul, após anos vivendo entre Rio de Janeiro e São Paulo, o trabalho aproxima sua experiência como homem gay – desde a infância e adolescência em Jaguarão (RS), na fronteira com o Uruguai – da pesquisa que desenvolve sobre psicanálise e identidade gaúcha.

A dramaturgia tem como referências Édipo Rei, de Sófocles; O Anti-Édipo, de Gilles Deleuze e Félix Guattari; e Édipo Gay, do psicanalista argentino Jorge Reitter. A abordagem propõe uma crítica ao modo como leituras psicanalíticas historicamente definiram o desejo a partir de uma estrutura heteronormativa. “Uma pessoa não precisa se justificar por ser hétero, mas um gay tem que dizer o que ele é, e você se torna um campo político onde as pessoas podem te dizer o que querem”, afirma o artista.

“O gay faz parte da cultura gaúcha, porque ser gaúcho é anterior a ser tradicionalista”, completa Monteiro.

A íntegra das informações está disponível no site Matinal.

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