A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou nesta sexta-feira (28) a Frente Parlamentar em Defesa dos Brigadianos de Nível Médio. Proposta pela deputada Luciana Genro (PSOL) e assinada por outros 20 parlamentares, a frente resulta de um trabalho que a parlamentar vem desenvolvendo nos últimos anos junto à categoria e envolve problemas relacionados à carreira e condições de trabalho, perseguições por superiores e uma grave situação de saúde mental e de suicídios entre policiais militares.
Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a deputada obteve dados que revelam que, entre o início de 2018 e o final de fevereiro de 2023 — quando a solicitação foi feita –, foram registrados 45 suicídios dentro da corporação, o que representa mais da metade das 89 mortes de policiais militares no período. No mesmo espaço de tempo, 15 policiais militares morrem em confrontos durante o serviço.
O suicídio foi a principal causa de mortes de brigadianos em quatro dos últimos cinco anos, sendo a única exceção 2019, quando foi superado pelas mortes em confronto. Os dados indicam que o problema têm aumentado. Em 2018, foram registrados 6 casos. Em 2019, 5. Em 2020, 3. Em 2021, 14. Em 2022, 13. E, somente nos dois primeiros meses do ano, 4 suicídios foram notificados, período em que não foi registrada nenhuma morte de policial militar em confronto durante o serviço.
A íntegra das informações está disponível no site Sul21.




Deixe uma resposta
Want to join the discussion?Feel free to contribute!