Depois de percorrer cinco municípios gaúchos impactados pelas enchentes de 2024, o Festival da Virada – Depois das Águas chega ao seu momento decisivo. Na quarta-feira, 22 de julho, a partir das 19h, a Casa do Gaúcho, em Porto Alegre, recebe a grande final do festival, reunindo as 15 canções classificadas nas etapas realizadas em Gramado, São Leopoldo, Lajeado, Canoas e Sapucaia do Sul.

Com entrada gratuita, a programação celebra a diversidade da produção musical contemporânea do Rio Grande do Sul e reafirma o papel da arte como espaço de memória, pertencimento e reflexão sobre os desafios ambientais enfrentados pelo Estado. Além da apresentação das canções finalistas, a noite contará com show de abertura de Marcello Caminha & Orquestra de Violões e apresentação especial da cantora Shana Muller, durante a apuração dos resultados.

Realizado pela Caminha Produções Artísticas Ltda. e Pandorga Produtora Cultural, com patrocínio da Petrobras e realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet Emergencial RS, o Festival da Virada – Depois das Águas foi concebido para estimular a criação artística em torno das transformações vividas pelas comunidades atingidas pelas enchentes, promovendo o diálogo entre cultura, território e consciência ambiental.

Ao longo das cinco etapas classificatórias, realizadas entre os dias 8 e 19 de julho, 60 canções inéditas foram apresentadas ao público e avaliadas por uma comissão julgadora. As 15 obras selecionadas retornam ao palco na grande final para disputar os principais prêmios do festival.

Além de reconhecer o primeiro e o segundo lugares, a cerimônia premiará as categorias Melhor Tema Ambiental, Melhor Intérprete, Melhor Instrumentista, Melhor Arranjo e Melhor Letra, valorizando diferentes dimensões da criação musical.

Os vencedores receberão o troféu oficial do Festival da Virada – Depois das Águas, criado pelo artista visual Feu Cardoso. Produzida em acrílico transparente, a obra traz ao centro a imagem de uma nota musical e seu reflexo distorcido sobre a água, ambos pintados manualmente com barro retirado de áreas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O artista transforma um objeto tradicional de premiação em um símbolo de memória, reconstrução e permanência, em sintonia com os valores que inspiram o festival.

A íntegra das informações está disponível no site Matinal.

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