O anúncio foi feito pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL). A 72ª Feira do Livro será realizada de 30 de outubro a 15 de novembro, na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da Capital, com o tema “Essência que faz histórias”.
Nascida em Porto Alegre, em 1955, poucos dias após a primeira edição da Feira, Lima mudou-se ainda criança para São Paulo, onde construiu sua trajetória como escritora, antropóloga e educadora. Formada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), concluiu mestrado e doutorado em Antropologia Social. Também criou o Selo Negro Edições, do Grupo Summus Editorial.
Com cerca de 30 livros publicados, tornou-se uma das principais referências da literatura infantojuvenil voltada à valorização da cultura afro-brasileira. Entre suas obras de destaque está Histórias de Preta, publicado em 1998 pela Companhia das Letrinhas. O livro, que aborda a construção da identidade de uma menina negra, recebeu os prêmios José Cabassa e Adolfo Aizen e foi selecionado para a Brazilian Book Magazine, publicação apresentada na Feira do Livro de Bolonha, na Itália. Mais recentemente, lançou Livro tem língua?, pela Editora Passarinho, e Penteado, o meu e o do lado, pela PeraBook.
Para Lima, a literatura tem papel fundamental na formação das crianças e na construção de referências. “A literatura tem o poder de mostrar às infâncias que elas fazem parte da vida ao redor e que merecem ser contadas. Quando leitores e leitoras negros encontram personagens, memórias e referências construtivas que dialogam com suas vivências, há um fortalecimento da autoestima e uma ampliação das possibilidades de imaginar o próprio futuro”, disse.
Ao comentar o fato de ser a primeira mulher negra patrona da Feira, a escritora afirmou que a escolha representa uma responsabilidade coletiva. “Além da valorização da literatura infantojuvenil, existe essa representatividade das histórias negras, que ainda precisam ocupar os territórios imaginários de uma geração que está sendo formada. Representar essa população negra espalhada pelos rincões do Sul é uma responsabilidade enorme”.
A íntegra das informações está disponível no site Brasil de Fato.




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