Nome central da história do cinema, com filmes que marcaram gerações, Agnès Varda (1928–2019) também é autora de uma extensa produção fotográfica, tendo inclusive começado sua carreira como fotógrafa. Ao longo dos anos, consolidou-se como cineasta, mas a fotografia continuou presente em sua trajetória, seja em seus filmes, seja nas instalações artísticas que produziu no século 21. Essa faceta de sua obra, ainda menos conhecida pelo público, será apresentada na mostra Fotografia AGNÈS VARDA Cinema, que abre no dia 12 de setembro (sábado), na Fundação Iberê.
A exposição reúne cerca de 200 fotografias tiradas por Varda, principalmente entre as décadas de 1950 e 1960. O conjunto traz imagens clicadas em viagens, incluindo registros inéditos na China, em 1957, fotos em Cuba, no contexto pós-revolução, e nos EUA, onde a artista documentou os Panteras Negras. Há ainda fotos feitas em Paris, como as de uma peça encenada pelos Les Griots, primeira companhia de teatro negro na cidade. Em diálogo, a mostra apresenta trechos de filmes da autora, enfatizando como o comprometimento social, o olhar afetuoso e o humor caracterizam a sua produção.
Concebida e realizada pelo Instituto Moreira Salles, pelo Institut Pour La Photographie e pelo Cine Tamaris, a exposição foi apresentada pela primeira vez, em 2025, no IMS Paulista, como parte da Temporada França-Brasil. Agora, abre em Porto Alegre, em sua primeira itinerância pelo Brasil. A curadoria é assinada por Rosalie Varda, diretora do Ciné-Tamaris e filha da cineasta, e João Fernandes, diretor artístico do IMS, com assistência de Horrana de Kássia Santoz, curadora vinculada à diretoria artística do IMS.
No dia da inauguração, às 15h30, a curadoria promove uma visita mediada, seguido de uma conversa no auditório da Fundação Iberê (com tradução simultânea) com os curadores Rosalie Varda e João Fernandes, Marcos Mello, curador da Cinemateca Capitólio e a cantora e compositora Juçara Marçal.
Na entrada da exposição, o público encontra um painel composto por retratos de Varda segurando diferentes tipos de câmeras. As imagens captam diversos momentos da vida da cineasta, mostrando como a experimentação de linguagens e de diferentes técnicas esteve presente em sua carreira. Na transição da virada do analógico para o digital, inclusive, Varda rapidamente aderiu ao novo formato, defendendo que, por serem pequenas e leves, as câmeras digitais ajudavam a captar a espontaneidade.
A íntegra das informações está disponível no site Matinal.




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