“O feminicídio não começa quando uma mulher morre e a responsabilidade do sistema de Justiça também não pode começar ali.” A afirmação da promotora de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) Ivana Battaglin sintetizou uma das principais questões debatidas na mesa “O papel do sistema de Justiça no processamento de mortes violentas de mulheres na América Latina”, durante a programação do seminário “Lei Maria da Penha: 20 anos de história e 40 anos de luta”, realizado no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nesta quinta-feira (17).

A atividade reuniu Luanna Tomaz, da Universidade Federal do Pará (UFPA); Carmen Chinas, da Universidade de Guadalajara, no México; Maria Camila Corrêa Flores, da Universidade de Rosário, na Colômbia; e Battaglin. A mediação foi de Rochele Fachinetto, do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania do Observatório da Violência de Gênero da UFRGS.

As participantes discutiram a disputa em torno da tipificação do feminicídio, os obstáculos para o reconhecimento de transfeminicídios, os desaparecimentos de mulheres e a necessidade de investigar as mortes considerando a trajetória anterior de violência e a relação das vítimas com as instituições do Estado.

A íntegra das informações está disponível no site Brasil de Fato.

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