No primeiro semestre de 2022, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos registrou 31.398 denúncias e 169.676 violações envolvendo a violência doméstica contra as mulheres. No Rio Grande do Sul, uma mulher é agredida a cada 22 minutos. Os dados foram apresentados no período da Tribuna Popular, na sessão ordinária da Assembleia Legislativa do RS desta quinta-feira (2), pela representante da Oscip Guayí, Adriane Nunes Cordonet, da Coordenação de Comunicação e Formação.

Em sua apresentação, Adriane destacou o Dia Internacional da Mulher, como primeiro ato público do movimento de mulheres neste mês. “Nossa chamada para todas estarmos na rua neste dia 8 é em defesa da vida e dos direitos das mulheres! Sem Anistia para os golpistas!”, enfatizou.

Também pontuou sobre a desigualdade salarial entre homens e mulheres. “Sendo nós mulheres a principal fonte de renda da maioria das famílias trabalhadoras desse país, segue existindo a diferença salarial entre homens e mulheres, e essa diferença é brutal se compararmos o salário entre homens brancos e mulheres negras, a diferença salarial entre gêneros só faz contribuir para seguirmos construindo a desigualdade social e convivermos com a miséria aumentando em nosso país e estado”, apontou Adriane.

Segundo ela, “após quatro anos de um governo fundamentalista como o de Jair Bolsonaro”, foi possível “respirar”, visto que foi um período de ódio contra as mulheres, os indígenas e a população negra, o desprezo com todas as pessoas que pertencem à classe trabalhadora. O que, somado à crise econômica e à pandemia, resultou em aumento do desemprego, da fome, da miséria, da violência física e psicológica. “Não é possível permitir que aqueles que defendem a ditadura militar e a tortura, e que organizaram e financiaram a invasão dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro, saiam impunes”, declarou. Acrescentou que é preciso pôr fim à misoginia, ao racismo e à LGBT+fobia “entranhada no Estado capitalista que destrói as políticas sociais tão necessárias à garantia de nossas vidas”.

A íntegra das informações está disponível no site Brasil de Fato.

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