Em ato conjunto nessa terça-feira (2), o governador Eduardo Leite e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, assinaram um ofício que será enviado ao ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pedindo a antecipação da vacinação dos professores e funcionários da rede estadual de educação. A categoria já pertence ao grupo prioritário para a imunização, mas ainda não há previsão de quando o governo federal disponibilizará doses suficientes para vacinar todos os professores.
O texto do ofício argumenta que a postergação do retorno presencial das aulas representa o aumento do abandono e da evasão escolar, o crescimento do índice de distorção idade-série e perdas pedagógicas, entre outras consequências. “Entendo que essa é mais do que uma preocupação com os professores, é com a educação em si. É importante que tenhamos os profissionais da área da educação imunizados para dar a eles a tranquilidade que permita o retorno às aulas com serenidade. Precisamos avançar para criar essa consciência perante o governo federal”, disse Leite.
Já Gabriel Souza reforçou a importância simbólica da iniciativa ao transmitir à população o sentimento de consenso do que é prioridade em um momento de crise sanitária. “Represento aqui a Assembleia e a unidade dos 55 deputados. O parlamento gaúcho foi o primeiro do país a votar pela antecipação da compra da vacina e de forma unânime. Também criou uma comissão de acompanhamento do planejamento da distribuição das doses. Isso comprova que o assunto é prioridade para o conjunto de deputados, pois só a imunização vai resolver de forma definitiva a pandemia”, disse.
Se o cronograma apresentado pelo Ministério da Saúde for cumprido, a previsão é de que os professores comecem a ser vacinados em meados de maio. Leite explicou que, sem uma concordância por parte do governo federal, o RS não pode decidir, sozinho, priorizar os professores em detrimento de outros profissionais ou pessoas do grupo prioritário. A ordem de vacinação dos grupos prioritários obedece aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Segundo o governo, o ato oficial se dá em cumprimento à exigência constante em lei federal para que seja feita a oficialização expressa de vontade do Estado junto ao Ministério da Saúde para inclusão dos professores no grupo prioritário de vacinação.
As informações são do site Sul21.




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