Álbum solo de estreia de Maurilio, Flecha do Avesso reúne referências de uma trajetória que passa por São Paulo, Amapá e Rio Grande do Sul, além de revisitar as influências nordestinas da família do cantor e compositor. As nove faixas do disco serão apresentadas em show gratuito, nesta quinta-feira (24/9), às 21h, no Espaço Cultural 512.

Nascido e criado em São Paulo, filho de mãe sergipana e pai paraibano, Maurilio cresceu acompanhando as apresentações do pai, trombonista do Exército, em bandas militares. A partir de fitas cassete gravadas com amigos, programas de rádio e horas em lojas de discos, construiu uma relação intensa com a música.

Atuou como guitarrista de bandas de rock e blues, e suas primeiras composições nasceram sob influência de Bob Dylan e Raul Seixas. Com o tempo, aproximou-se cada vez mais da música brasileira. Na adolescência, viveu dois anos no Amapá antes de se mudar para o Rio Grande do Sul, onde passou por Bagé e Pelotas até chegar a Porto Alegre, berço de Flecha do Avesso, gravado no estúdio Pedra Redonda.

Um dos destaques do álbum, viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc, é a faixa Os Canalhas Também Fazem Canções de Amor, que abre o disco com um acordeom conectando Sul e Nordeste. A canção também incorpora o sopapo, tambor afro-gaúcho, em diálogo com o ritmo marabaixo, manifestação cultural de matriz afro-brasileira originária do Amapá. “Compus Os Canalhas… em abril de 2020. É uma música que surgiu de algo diferente do que eu vinha fazendo. Trata de memórias e saudades da minha mãe vivendo muito longe de mim, com aquele medo da pandemia de não saber se conseguiria vê-la de novo. Aí nasce uma nova fase, assinando com meu nome”, recorda Maurilio, 40 anos, que até então integrava a banda As Longas Viagens.

A íntegra das informações está disponível no site Matinal.

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