Uma decisão judicial pode reconhecer a inocência de alguém, mas não devolver os anos vividos na prisão. Essa ferida atravessa “Habeas Corpus”, série dirigida por Luiz Villaça que estreia nesta quarta-feira (23) na Netflix. Ao acompanhar a tentativa de reverter uma condenação, a produção coloca em discussão as desigualdades sociais e raciais no acesso à Justiça brasileira. “O que nos interessa é mostrar os meandros da injustiça e como ela funciona de acordo com a classe social”, afirma Villaça, em entrevista para a Rádio Brasil de Fato.

Protagonizada por Marjorie Estiano e Any Gabrielly, a produção se inspira no trabalho do Innocence Project Brasil, organização que investiga e atua para reverter condenações injustas. O volume de pedidos recebidos pelo projeto chamou a atenção do cineasta durante a pesquisa. “Nos poucos anos de vida desse projeto, mais de 9 mil pessoas já os procuraram”, relata.

Os pedidos não equivalem a casos de inocência comprovada. Como explica o diretor, o trabalho envolve estudar as circunstâncias de cada condenação antes de buscar uma revisão criminal.
A íntegra das informações está disponível no site Brasil de Fato.
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *