Premiado na Mostra de Cinema de Tiradentes, o documentário Anistia 79 (2026) reúne pessoas que aparecem em registros filmados de um encontro de exilados no exterior em fins dos anos 1970 para revisitar, décadas depois, aquele momento decisivo da luta contra a ditadura militar no Brasil.

O filme dirigido por Anita Leandro parte de filmagens inéditas da Conferência Internacional pela Anistia e pelas Liberdades Democráticas no Brasil, realizada em Roma, em junho de 1979. Encontradas pela realizadora no acervo da Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, as imagens foram registradas pelo exilado brasileiro Hamilton Lopes dos Santos, que acompanhou durante três dias a conferência realizada no senado italiano.

O material permaneceu guardado por quase meio século até ser recuperado por Anita. “Não se trata de um filme temático sobre anistia, mas de um filme sobre a emoção de 11 pessoas que viveram esse processo, diante de imagens de arquivo onde elas aparecem”, explica a documentarista, pesquisadora e professora de cinema da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao revisitar os registros de 1979 a partir do olhar de quem viveu aquele período, Anistia 79 recupera expectativas e conflitos que marcaram a luta pela redemocratização e coloca em perspectiva questões que permanecem em aberto – como a memória da ditadura, a impunidade dos agentes da repressão e os limites da Lei da Anistia, que completa 47 anos no próximo dia 28 de agosto.

A íntegra das informações está disponível no site Matinal.

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